Ambiente úmido: risco de contrair doenças

Há lugares ou momentos em que uma pessoa é especialmente propensa a contrair ou a contrair uma determinada doença. As características físicas próprias ou do ambiente que nos rodeia fazem com que seja mais ou menos fácil de apanhar. A partir deste blog de saúde, pomos os olhos em ambientes úmidos: risco de contrair doenças.

Um ambiente úmido facilita a vida de bactérias e ácaros, que são os responsáveis para que possamos contrair alguma doença. Essa seria uma maneira simples e intuitiva de explicar como os ambientes úmidos podem aumentar o risco de contrair doenças.
De fato, a umidade é o fator mais importante que determina o grau de infecção de todos os tipos de ácaros que surgem em casa. Estes microrganismos são encontrados no pó das casas e podem desencadear graves problemas de saúde como erupções cutâneas, bronquite ou dermatite atópica. Os especialistas dizem que entre 5 e 10 por cento da população portuguesa sofre de dermatite atópica.
Do mesmo modo, um alto percentual de umidade propicia o aparecimento de mofo, um organismo microscópico, cujos esporos podem provocar asma e outras doenças de tipo respiratório. A oxidação produz alérgenos, irritantes e, em certos casos, substâncias tóxicas. Além disso, um errado grau de umidade ambiental pode também agravar os sintomas daqueles que sofrem de fibromialgia, uma doença crônica que se caracteriza por dor, cansaço e fadiga, que sofre o paciente.

Quanto ao surgimento de ácaros, podemos falar da Síndrome do Edifício Enfermo (SEE), um conjunto de sintomas que sofrem de indivíduos que habitam ou trabalham em um mesmo edifício e que remetem ou se reduzem quando o abandonam. A OMS, provavelmente, esta síndrome nos anos 80 e definiu como causa a má qualidade do ar do recinto, provocada por uma má ventilação e temperatura e grau de umidade incorretos.