Dismetría: uma perna mais comprida que a outra

Embora à primeira vista se tenha a impressão de que todos os seres humanos somos simétricos, realmente não é assim. Apesar de que não é fácil verificar a falta de assimetria que apresenta o corpo humano, a realidade mostra que não somos simétricos. Neste blog de saúde se falamos sobre a dismetría: uma perna mais comprida que a outra.

É possível que você não tenha parado para pensar que pode ser que as suas pernas não sejam exatamente iguais. É mais, é mais que provável que não o sejam. De fato, estima-se que cerca de 70% da população portuguesa tem uma perna mais comprida que a outra. Esta condição recebe o nome de dismetría.
A questão reside no fato de que 1 ou 2 centímetros de diferença de uma perna sobre a outra, não é problemático, e apenas é perceptível. Como muito da pessoa que tem essa pequena diferença pode notar que a calça arrasta mais de uma perna da outra, mas não apresenta maiores problemas. Os problemas chegam quando a dismetría é superior a dois centímetros.
A dismetría pode ocorrer de nascimento ou por um acidente forte, no qual tenha sido afetado a cartilagem de crescimento. A forma mais simples e intuitiva de controlar se tem uma perna mais comprida que a outra é olhando para os joelhos e verificando que estão à mesma altura. Também se pode fazer com a pelve. Outra forma de verificar uma dismetría é, como dizíamos antes, através da calça, vendo se você arrastar uma perna maior que a outra.
A dismetría pode causar problemas de coluna, artrose, escoliose ou mesmo claudicação, sempre e quando não for detectado a tempo.

Se os pequenos apresentam dismetría, convém esperar para que finalize o processo de crescimento (até os 16 anos, aproximadamente), já que às vezes o corpo se autorregulo. Nos adultos pode-se operar, encurtando um osso da coxa (fêmur ou da tíbia em geral) e colocando um prego.